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Claudionor Campos Campos

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Claudionor Campos Campos, Comerciante Varejista
Claudionor Campos Campos
Comentário · há 10 meses
Acredito na fidelidade patriótica.
O patriotismo é sentimento inconteste/fidedigno sobre sua origem, no que resulta a individual devoção à Pátria, e tudo à ela relacionado;
é o inconfundível sentimento de orgulho, de amor e incondicionalidade.

Independente, sem cobrança de devolução, a total devoção.
Tal manifestação, generalizada pelos gentílicos, emergi em contrapartida, naturalmente, sempre como prioridade: o Povo, imprescritível beneficiário.

Ao povo, desde a idade pré-escolar, até sempre que dure os ensinamentos, a ministração do PATRIOTISMO. Em geral, e aos seus símbolos (Armas, Hino e Selo).
É razão do amor imprescindível, dos que querem servir ao seu país, o ser solidário com os seus compatriotas, para a fortificação do devido amor recíproco.

O Brasil é país que só interessa, REALMENTE, para o seu povo. Desde os primórdios, muito antes ainda da colonização, os interesses dos europeus consistiam na depredação, na expropriação, na escravidão, no genocídio e o acúmulo de poder expansivo dos seus territórios.
Vieram para o Continente, por lá conhecido como NOVO MUNDO, e por aqui dizimaram próximo de 45.000.000(quarenta e cinco milhões) de almas que constituiam várias etnias nativas deste solo.

Num fato histórico bem mais recente, segundo registro em um 'Best-Seller-1889'de Laurentino Gomes, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca (tido como proclamador da República), confidenciou ao amigo D.PedroII:"Pedro, o Brasil não está pronto para ser uma República, o povo, numa proporção de 98%, ou mais, atende e se conforma ao analfabetismo".
D.Pedro II, que como monarca fora imprescindível aos interesses deste país, tinha na linha sucessória apenas a princesa Isabel de Brasil (Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon-Duas Sicilias e Bragança) posto que dois dos filhos morreram ainda na infância.

Ainda possível de muitos saberem: Sua Majestade Dom Pedro II, antes das filhas teve dois filhos homens: Dom Afonso e Dom Pedro Afonso.
Os que em linha sucessória tornar-se-iam Príncipes, não conseguiram. Infelizmente, para todos do Brasil, os mesmos não conseguiram passar da infância. A saber:

Dom Afonso Pedro de Alcântara Cristiano Leopoldo Felipe Eugênio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, ou simplesmente Dom Afonso Pedro, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 23 de fevereiro de 1845, muito prematuramente faleceu em 11 de junho de 1847. Portanto, tendo vivido apenas dois anos e quatro meses; se coroado tornar-se-ia Dom Afonso I do Brasil, imperador Constitucional e defensor perpétuo da nação.
Como primogênito, filho de o Imperador D.Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicilias, aparente herdeiro do trono do Império de nosso país. Portanto, membro do ramo brasileiro da Sereníssima Casa de Bragança.

D.Pedro II, com apenas 19 anos de idade, embora imaturo fora casado através de um arranjo de interesses político. Com o nascimento do seu filho, o inseguro e tímido imperador tornou-se mais maduro e resoluto. Depois, com a chegada de Afonso, seu segundo varão, serviu também para promover uma relação mais estreita, mais harmoniosa entre seus pais.

Como consequência de epilepsia Dom Afonso morreu, repito, com apenas dois anos e quatro meses de idade, ficando arrasado o imperador. Tragicamente, após a subsequente perda de seu outro filho, as dúvidas sobre o futuro do sistema monárquico no Brasil cresceram na mente do combalido Pedro II. Tinha ainda outras filhas, das quais uma despontava como herdeira: sua filha Isabel Leopoldina, mas não estava convencido de que uma mulher viria a ser uma sucessão plenamente aceita pela classe política e pela opinião pública.

Como era a praxe europeia, e também dentro da Casa de Bragança (tradição de Portugal), o nascimento de Afonso foi um evento formal que contou com a presença da corte real. Dom Pedro II imediatamente apresentou o recém-nascido para a multidão, reunida no palácio, anunciando: "Senhores, aqui está um príncipe a quem Deus..."-interrupção emotiva —tomado pela emoção, o imperador não conseguiu terminar a frase. Luís Alves de Lima e Silva (então Barão e mais tarde Duque de Caxias, pós Guerra da Tríplice Aliança) escreveu a seu pai, D.Pedro I : "Ninguém ficou mais feliz do que eu com a notícia do nascimento do príncipe".

O jovem príncipe possuía traços semelhantes aos do pai, especialmente no tocante aos cabelos, olhos e no formato do rosto. A posição de herdeiro e devido o seu gênero, tornou-se o centro das atenções, particularmente para Pedro II. Em uma carta escrita pelo imperador para sua irmã mais velha, Maria II de Portugal, poucos meses depois do nascimento de seu segundo filho (uma menina que recebeu o nome de Isabel), ele demonstrou sua felicidade:

"De cá nenhuma nova lhe tenho a comunicar a não ser as da boa saúde minha, da Imperatriz e dos pequenos, que se tornam cada vez mais bonitos, principalmente Afonsinho, que já anda e diz muitas palavras ainda meio ininteligíveis, mas que ainda mais graça tem;

no dia 11 de junho de 1847, o pequeno herdeiro estava brincando na biblioteca do palácio, quando subitamente começou a sofrer uma série de convulsões e, com apenas dois anos, três meses e dezenove dias de idade, prematuramente faleceu". Sua morte revelou que Afonso sofria de epilepsia, assim como seu pai.

A dor do casal imperial foi enorme, havendo temor de que o choque emocional pudesse afetar a saúde de a Imperatriz Teresa Cristina, que no momento encontrava-se em sua terceira gravidez.
Felizmente, no dia 13 de julho ela deu à luz a uma menina, sem maiores complicações. Tal bebezinho foi batizado como: Leopoldina.
O monarca, em carta endereçada à dona Amélia de 'Leuchtenberg', sua madrasta, registrou a morte do filho, datada de 11 de julho de 1847, cujo teor constava: "Com a mais pungente dor, participo-lhe que meu caro Afonsinho, seu afilhado, morreu desgraçadamente de convulsões que lhe duraram cinco ininterruptas horas, no dia 01 do mês passado, e que há poucos dias também Isabelinha se achou no perigo dum forte ataque de convulsões, o que muito me assustou."

Um grande funeral de Estado —não visto desde a morte da irmã de Pedro II, Paula Mariana, em 1833— foi realizado em homenagem ao príncipe às 7 horas, três dias depois de seu falecimento. Afonso Pedro foi enterrado ao lado de outros membros da família imperial (entre os quais seu irmão mais novo Pedro Afonso, seu tio João Carlos Borromeu e sua tia Paula) no mausoléu do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro.

A morte precoce dos ex-futuros príncipes, Afonso Pedro e Pedro Afonso, teve um enorme impacto sobre Pedro II, em um nível pessoal, como pai, e no Império. Na visão dele, as mortes de seus filhos apenas pareciam pressagiar o fim do sistema monárquico, daí a razão da confidencialidade a Manuel Deodoro da Fonseca sobre sua intenção de mudar o regime administrativo do Brasil Monárquico para República. Muito afeito às filhas, e não se deixando levar pelas afeições, não acreditava que a princesa Isabel, herdeira legal, teria qualquer chance real de prosperar no trono. Acreditava que o seu sucessor precisava ser um homem para que a monarquia fosse viável. O monarca passou cada vez mais a entender o sistema imperial inexoravelmente preso a si, e sentir aumentar o temor que o mesmo não sobreviveria após sua morte.

Ao tempo da morte de Afonso Pedro, transcorria no Brasil um ânimo ascendente, um excelente tempo nunca antes precedido, nem por D.João e nem mesmo D.Pedro I. Era notório mundialmente o desenvolvimento, a prosperidade e estabilidade econômica.
Mesmo com os sucessos políticos do país, a falta de um herdeiro do sexo masculino levou-o a perder a motivação, a passar a promover o gabinete imperial como uma posição a ser exercida por outros, que não seus descendentes. Pedro II afastou-se dos laços familiares e pessoais, focando em políticas que promoveram a modernização e o avanço social do Brasil. Adoentado e convalescendo em Petrópolis de uma forte pneumonia, além do diabetes, nem se abalou ao saber do Golpe Militar planejado desde agosto de 1889.

D.Pedro, combalido pela perda dos filhos e todas as agruras advindas dos insucessos do genro Gastão de Orleans, o conde d'EU, no comando do Exército frente o Paraguay, ensejou a mudança de regime. Mal sabia que politicamente seria execrado, juntamente com os seus familiares, expulsos para sempre do Brasil.

'Em entrevista sobre o livro 1889, o jornalista Laurentino Gomes comenta as contradições do avô de Fernando Henrique Cardoso, alferes que propôs o fuzilamento da família real, caso ela resistisse ao exílio – um perfil sanguinário distante do perfil manso e cordato do neto'.
Seu avô parece que meio predestinou a tragédia na Rússia, julho de 1918, contra o Czar Nicolau II e sua família.
O marechal Manuel Deodoro da Fonseca parece que também predestinou o péssimo novo regime administrativo para o Brasil. Estava completamente certo quando redarguiu Sua Majestade o Imperador D.Pedro II sobre o fato de o povo brasileiro ser analfabeto e inapto para a República.

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